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domingo, abril 19, 2026

Novos nomes dos perfumes Thipos

Tentando acertar, a Thipos errou de novo, mas melhorou.

Quando uma perfumaria brasileira quer se desvincular da pecha de "só faz imitação", ela precisa dar nomes para os perfumes que antes eram numerados. Mas algumas marcas brasileiras são ruins na tarefa de escolher nomes para as fragrâncias e a Thipos deve ser a pior delas.

A primeira tentativa da marca de tirar o destaque da numeração foi a linha "Sigla", que eram os mesmos perfumes de antes acrescentados de uma sigla. Eram nomes horríveis de decorar, pronunciar e, principalmente, de ver nos rótulos dos frascos.

Perfumes Thipos na época em que usavam siglas

Agora, a marca colocou nomes frasais em inglês, francês, espanhol, italiano e latim. Esteticamente, podemos notar que ficou muito melhor:

Mas me diga a probabilidade de uma pessoa brasileira, que usa Thipos 074, memorizar o nome do perfume e ainda conseguir pronunciá-lo inteiro quando alguém perguntar.

Obrigada! Gostou? É o Lavishness is the fragrance of beautiful life, da marca Thipos.

Zero, né? A pessoa só vai dizer que usa o "La vie est belle" da Thipos, ou seja, a marca vai continuar com a pecha de "só faz imitação".

No próprio site, a marca traduz os nomes dos perfumes na descrição da fragrâncias. Esse Lavishness, por exemplo, aparece como O luxo é a fragrância de uma vida bela. Mas o que a pessoa tem em casa e olha todo dia é o frasco do perfume, não a descrição do site.

Para as próximas fragrâncias da marca, sugiro que as frases, de preferência em português, comecem com palavras que não se repitam, de forma que a pessoa que usa consiga memorizar pelo menos a primeira palavra: Alegria, Amor, Felicidade, Vigor, Sucesso, Carinho, Festa... são várias as palavras que as outras marcas brasileiras ainda não usaram nas fragrâncias delas, então dá tempo de pegar.

Nomes próprios e apelidos também são pouco explorados na perfumaria brasileira. Além da Jequiti, que usa vários nomes de celebridades, me lembro de Thaty, Portinari (O Boticário), Luna, Kriska (Natura), Suzette (Granado), Belle, Charlot (Mahogany), Isolda (Phebo). Dentre os descontinuados, tem Sabine, meu perfume favorito da Natura, além de Pamina, Junie, Lua e Sol.

É claro que nem toda empresa vai conseguir lançar fragrâncias com nomes inesquecíveis como Absinto (Água de Cheiro), Ototemo (L'acqua di Fiori), Biografia (Natura), Malbec (O Boticário), Malte (Jequiti)… mas se cada cliente conseguir memorizar o nome do próprio perfume, já teremos um avanço em relação à maioria das marcas brasileiras, que usam números ou nomes difíceis.

Eu, por exemplo, tenho uma coleção de perfumes Nuancielo, mas raramente lembro qual é qual porque são termos inventados que ainda não assimilei. Um dia eu consigo.

Até mais!



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